O que tem no protetor solar

O que tem no protetor solar e porque devemos evita-lo

Para os dermatologistas convencionais, sair de casa sem aplicar o protetor solar não é uma opção. De acordo com especialistas, o produto protege a pele dos raios UV, que causam o envelhecimento precoce e podem levar a um câncer.

Estes não são argumentos válidos, ainda mais em um país onde o índice de câncer de pele é altíssimo, qualquer fala contra o uso de filtro solar pode soar irresponsável.

Aqui queremos descontruir o medo que temos do sol e encontrar formas mais inteligêntes de proteger nossa pele, pois segundo  estudo recente, feito pelo Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA) aponta que diversos ingredientes químicos presentes nos protetores, como benzophenona , octil salicilato, octinoxato, homosalato e oxibenzona, entram na nossa corrente sanguínea com apenas um dia de uso . Essa pesquisa encontrou benzophenona em amostras de urina e leite materno, é alarmante.

Também devemos repensar o uso de protetor solar devido ao danos irreversíveis ao meio ambiente, as embalagens de plástico levam centenas de anos para se decompor e uma substância chamada oxibenzona – presente na produção da maioria dos protetores é nociva para os corais.

A substância química faz o coral se enclausurar em seu próprio esqueleto, levando-o à morte. Os recifes de corais são muito importantes, já que são habitat de diversas espécies de peixe e protegem cidades costeiras das tempestades que surgem em alto mar. Cerca de 25% da vida marinha depende dos corais, segundo dados do Aquário Nacional Americano.

Estima-se que 6 MIL a 14 MIL toneladas de protetor sejam liberadas em área de recife de coral todos os anos.

Um estudo chefiado por cientistas do Aquário Nacional Americano, e da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica concluiu que 10% dos corais do mundo estão em risco por conta dos protetores solares.

Com base em pesquisas sobre toxidade, o Havaí – conhecido pela rica biodiversidade oceânica – proibiu a venda de protetores nocivos aos corais, e a lei passa a valer em janeiro de 2021. Inclusive, eles produziram um artigo para mostrar aos moradores e turistas algumas opções saudáveis para os recifes de corais.

Diferença entre os protetores solares

Basicamente, existem dois tipos de protetores solares, o tipo físico (ou mineral) e o tipo químico.

As fórmulas convencionais das prateleiras das farmácias são do tipo químico, que possuem em sua fórmula a combinação de: oxibenzona, homosalato, ensulizole, 4-metilbenzilideno-cânfora e octinoxato.

O protetor solar físico, pouco conhecido, é composto por óxido de zinco e/ou dióxido de titânio, entre outros ingredientes.

Então, nesse artigo iremos fazer uma revisão de vários ingredientes presentes nos protetores solares, danosos ou não, para que possamos escolher um protetor solar que cumpra suas expectativas, mas sem precisar colocar nossa saúde em risco.

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Ingredientes a serem evitados

Oxibenzona

Esse é um químico muito encontrado em protetores solares, bem como em protetores labiais e outros cosméticos de uso corriqueiro. Esse químico tem o intuito de proteger nossa pele de alguns tipos de raios solares, porém, o que não diz na embalagem é que a oxibenzona pode penetrar profundamente nossa pele e causar desequilíbrios hormonais, alterar o funcionamento dos órgãos internos, e, em casos extremos, até um câncer.

Além do mais, algumas pessoas começam a apresentar reações alérgicas ao contato com a luz após ter usado produtos que contém a oxibenzona. Também é um dos químicos que foram proibidos no Havaí, pois é muito danoso para os recifes de corais.

Metoxicinamato de octila

Está aí outro ingrediente comum em várias marcas de protetor solar. Estudos apontam que, após o uso, pessoas apresentam quantidades significativas desse químico no sangue, urina e leite, no caso das mães lactantes. Além do mais, observa-se uma forte relação da presença desse químico no corpo com desenvolvimento de problemas na tireoide.

Além de ser mais um químico que afeta a fauna marinha, também está na lista de produtos proibidos no estado do Havaí. Algumas das referências sobre esse assunto foram encontradas no EWG.

Homosalato

Esse químico é, por muitas vezes, responsável por causar danos ao sistema endócrino, alterando o funcionamento hormonal e podendo causar danos na tireoide, assim como o metoxicinamato de octila, o qual acabamos de conversar sobre.

Outro efeito causado pelo homosalato, é que ele aumenta a capacidade da absorção de pesticidas pelo nosso corpo, péssimas notícias para quem vive num país em que a bancada ruralista facilita a aprovação de aplicação de venenos novos nos alimentos a todo o momento. Quando for escolher um protetor solar, evite o homosalato.

Nanopartículas

As nanopartículas são partículas minúsculas, muito pequenas mesmo, para ter uma dimensão, uma nanopartícula pode ser 1000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo. Não que todas as nanopartículas sejam ruins, mas, existem algumas delas em algumas marcas de protetor solar que podem ser muito prejudiciais.

Um exemplo é o dióxido de titânio, que quando encontrado como nanopartícula, pode ser carcinogênico, responsável por prejudicar o funcionamento do intestino, dificultar a absorção de vitaminas pelo nosso corpo, além de danificar os recifes de corais. Terrível imaginar que uma nanopartícula como essa pode estar no nosso protetor solar.

Mas, ainda bem que foi aprovada no Brasil, a proibição do uso do dióxido de titânio em cosméticos.

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Ingredientes mais seguros

  • Óxido de zinco, além dos seus efeitos de proteção contra raios UV, possui efeitos anti-inflamatórios;
  • Tinosorb M, também chamado de Bisoctrizole é um filtro orgânico relativamente seguro, encontrado em alguns cosméticos;
  • A avobenzona também protege a pele de raios UV, vale a pena procurar esse ingrediente no rótulo do nosso protetor solar;

Raios UVA e UVB

Temos que entender, primeiramente, os tipos de raios solares que as marcas de protetores solares se propõem a oferecer proteção. Os raios UVA e UVB são raios ultravioletas, invisíveis ao olho nu, que, se não nos protegermos deles, podemos sofrer as consequências, como queimaduras de sol ou até câncer de pele, em casos extremos.

Os raios UVA são raios mais longos e que são relacionados ao envelhecimento prematuro da pele, os UVB são raios mais curtos, responsáveis pelas queimaduras. Devemos nos proteger dos dois, e temos que prestar atenção nesses dois fatores quando formos escolher um protetor solar.

Fator de proteção solar

Outro ponto importante para escolher um protetor solar é o fator solar. É um tema com muita desinformação, pois não é um FPS alto que vai, necessariamente, proteger a pele melhor do sol. O que acontece é que quanto maior o FPS, maior é a proteção contra os raios UVB.

O que tem no protetor solar e porque devemos evita-lo

Dicas valiosas

  • Com o verão chegando, é comum usarmos menos roupas, mas, a proteção contra o sol ainda é necessária, vamos procurar usar bonés e roupas leves;
  • Devemos evitar o sol de 10:00 às 15:00, ele é muito forte, causa sérios riscos de insolação e desidratação;
  • Vamos nos lembrar de proteger os olhos dos raios solares também;
  • A maioria dos guarda-sóis não possuem fator de proteção contra os raios UV, não vamos nos enganar com essa proteção;
  • Ingira alimentos ricos em carotenoides e licopeno, como laranja, cenoura ou tomate, eles ajudam a estimular a produção de melanina.
  • Vamos sempre ler os rótulos dos protetores solares, o que passamos no nosso corpo deve passar por uma avaliação séria.

Aqui tema uma lista com dezenas de protetores solares, e suas avaliações, para nos ajudar a escolher o mais harmônico. O protetor solar perfeito ainda não existe, a melhor maneira de se proteger é se informando e fazendo escolhas conscientes!